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🇮🇹 L’USCITA DAL DOOMSCROLLING 🇵🇹 A SAÍDA DO DOOMSCROLLING 🇬🇧 THE EXIT FROM DOOMSCROLLING




🇮🇹 L’USCITA DAL DOOMSCROLLING

(Video e testo in 🇮🇹 italiano)

Una riflessione per la II Domenica di Avvento B (10-12-2023)

<   Mc 1,1-8  (Voce che grida nel deserto)

I.

Il “doomscrolling” è un neologismo entrato nel vocabolario nell’aprile 2020 (in pieno Covid19), composto dalle parole inglesi “doom” = sciagura e “scrolling” = scorrimento, e indica l’ossessione compulsiva di ricercare continuamente cattive notizie. Questo fenomeno è più accentuato nelle persone che soffrono di ansia e depressione e ricercano le conferme della loro visione negativa del mondo (bias de conferma). Quando ci si ciba solo di cattive notizie vedremo tutto negativamente. Soprattutto i vecchi hanno una visione negativa del mondo e ne parlano in termini negativi. Io penso però che molti di loro, per il fatto che in breve dovranno lasciare il mondo,  vogliono attenuare il dolore del distacco autoconvincendosi che il mondo è sempre più brutto e quindi  diventa meno doloroso separarsene).

Come rimedio alla cattiva abitudine del doomscrolling si danno solitamente tre suggerimenti: 1. Riconoscere l’esistenza del problema come condizione previa per combatterlo; 2. Autolimitare il proprio accesso alle notizie imponendosi dei tempi (pochi minuti al giorno per le informazioni); 3. Distrarsi facendo altre cose interessanti coltivare le proprie passioni e hobby.

Se abbeverarsi sempre e solo alle cattive notizie genera uno stato di pessimismo esistenziale, ciò vale però anche per il contrario, e cioè accedere a notizie positive genera un approccio più ottimistico alla realtà. Secondo una ricerca dell’università della California le notizie buone  favoriscono un “escapismo positivo” che ci predispone ad affrontare la realtà in modo diverso. Queste “good news” se arrivano al mattino presto (ora della colazione) possono dare un orientamento diverso alla nostra giornata. A questo fine il Mulino Bianco ha sviluppato un’iniziativa, che consiste nell’inviare ogni mattina alle ore 7:00 a tutti gli iscritti  tre buone notizie, come una terapia preventiva per affrontare con più ottimismo la propria giornata.

II.

Anche il Vangelo di questa domenica ci parla di buone notizie: “Inizio del Vangelo di Gesù Cristo, Figlio di Dio”. Evangelo viene dal greco Eu = buon e Anghelion = annuncio, e cioè buon annuncio, buona novella.

Il Vangelo ci parla infatti della più bella notizia mai apparsa sulla faccia della terra, e cioè quella di Dio che è venuto nel mondo, si è fatto uomo in Cristo Gesù e ci ha rivelato il Padre. È l’annuncio del Natale, la nascita del Figlio di Dio sulla terra. Se le “good news” di cui dicevo prima possono cambiarci la giornata, la buona notizia del Vangelo ci cambia la vita, ci dona l’eternità.

Il vangelo di oggi ci parla di Giovanni Battista che ha preparato il popolo alla venuta del Signore. È la missione affidata oggi alla Chiesa, e cioè a tutti noi battezzati, che a volte come il Battista ci sembra di essere una “voce che grida nel deserto” o come tanti oratori di Speakers’ Corner nell’Hyde Park di Londra che quando predicano spesso non c’è nessuno ad ascoltarli. Eppure anche il predicare nel deserto è necessario, perché anche se nessuno ci ascolta, la predicazione serve a noi per confermare noi stessi nella fede che predichiamo.

Noi siamo i profeti del nostro tempo: La parola greca è composta da "προ-" (pro-), che significa "prima" o "avanti", e "-φητης" (-phētēs), che significa "parlare" o "dire". Quindi, "profeta" di solito viene tradotto approssimativamente come "colui che parla prima" o "colui che predice”. Ma “pro” potrebbe significare anche “al posto di” e quindi il profeta è colui che parla al posto di qualcuno, in questo caso, di Dio.

III.

In conclusione.

Il rimedio più efficace al “doomscrolling” non sono certo le notizie del Mulino Bianco, anche se dobbiamo riconoscere che le buone notizie fanno bene. Il rimedio migliore è quello di ascoltare la “Buona notizia” per eccellenza, il Vangelo. Se prendessimo la bella abitudine di leggere ogni giorno un brano di Vangelo, (può essere il vangelo del giorno, o una lettura continuata del vangelo, quest’anno B è quello di Marco), ci accorgeremmo che la nostra visione del mondo e della nostra vita cambia. Vedremmo un mondo amato da Dio a tal punto da volere venire ad abitarlo. Questa buona notizia è l’antidoto migliore contro quelle notizie che ci descrivono il mondo come un luogo brutto, pieno di nefandezze. Gesù torna ogni anno a rinascere nel mondo e a far rinascere il mondo. A noi la missione di essere non indovini ma profeti, che parlano al posto di Dio il quale usa le nostre bocche per invitare gli uomini d’oggi ad amare il mondo, perché  abitato da Lui. La notizia più bella è questa:  “Dio ha tanto amato il mondo, da donare il suo Figlio, perché chiunque crede in Lui non muoia, ma abbia la vita”.  Sarà che il Mulino Bianco ha notizie da darci più belle di questa?


  • Musica di fondo: Yuja Wang – Rachmaninov: Prelude in G Minor, Op. 23, No. 5 (Live at Philharmonie, Berlin / 2018)





🇵🇹 A SAÍDA DO DOOMSCROLLING

(Vídeo e texto em 🇵🇹 português)

Uma reflexão para o 2º Domingo do Advento B (10-12-2023)

<Mc 1,1-8 (Voz que clama no deserto)

I.

Doomscrolling" é um neologismo que entrou no vocabulário em abril de 2020 (em plena Covid-19), composto pelas palavras inglesas "doom" = desgraça e "scrolling" = rolagem, e indica a obsessão compulsiva de procurar continuamente más notícias. Este fenómeno é mais acentuado nas pessoas que sofrem de ansiedade e depressão e que procuram a confirmação da sua visão negativa do mundo (bias de confirmação). Quando nos alimentamos apenas de más notícias, vemos tudo de forma negativa. Os idosos, em particular, têm muitas vezes uma visão feia do mundo e falam dele em termos negativos. No entanto, penso que muitos deles, devido ao facto de em breve terem de deixar o mundo, querem atenuar a dor da separação, convencendo-se de que o mundo é sempre mais feio e, por isso, torna-se menos doloroso separar-se dele).

Como remédio para o mau hábito de fazer rolagem da desgraça, costumam ser dadas três sugestões: 1. Reconhecer a existência do problema como condição prévia para o combater; 2. Autolimitar o acesso às notícias, impondo limites de tempo a si próprio (alguns minutos por dia para informação); 3. Distrair-se fazendo outras coisas interessantes, cultivando as suas paixões e passatempos.

Se beber sempre apenas más notícias gera um estado de pessimismo existencial, o contrário também é verdadeiro, ou seja, aceder a notícias positivas gera uma abordagem mais otimista da realidade. De acordo com uma investigação da Universidade da Califórnia, as boas notícias estimulam um "escapismo positivo" que nos predispõe a lidar com a realidade de forma diferente. Estas "boas notícias", se chegarem de manhã cedo (hora do pequeno-almoço), podem dar uma orientação diferente ao nosso dia. Com este objetivo, “Mulino Bianco” (Moinho branco, uma firma produtora de biscoitos) desenvolveu uma iniciativa que consiste em enviar três boas notícias todas as manhãs, às 7 horas, a todos os assinantes, como terapia preventiva para enfrentar o dia com mais otimismo.

II.

O Evangelho deste domingo fala-nos também de boas notícias: "Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus". Evangelho vem do grego Eu = bom e Anghelion = proclamação, ou seja, bom anúncio, boa notícia.

De facto, o Evangelho fala-nos da notícia mais maravilhosa que jamais apareceu sobre a face da terra, isto é, a de Deus que veio ao mundo, se fez homem em Cristo Jesus e nos revelou o Pai. É a proclamação do Natal, o nascimento do Filho de Deus na terra. Se as "boas notícias” que referi anteriormente podem mudar o nosso dia, a boa notícia do Evangelho muda a nossa vida, dá-nos a eternidade.

O Evangelho de hoje fala-nos de João Batista que prepara o povo para a vinda do Senhor. É a missão confiada à Igreja de hoje, isto é, a todos nós que somos baptizados, mesmo que, por vezes, tal como o Batista, parecemos ser uma "voz que clama no deserto" ou como tantos oradores no Speakers' Corner, no Hyde Park de Londres, que, quando pregam, muitas vezes não há ninguém para os ouvir. No entanto, mesmo a pregação no deserto é necessária, porque mesmo que ninguém esteja a ouvir, a pregação serve para nos confirmar na fé que pregamos.

Nós somos os profetas do nosso tempo: A palavra grega é composta por "προ-" (pro-), que significa "antes" ou "à frente", e "-φητης" (-phētēs), que significa "falar" ou "dizer". Assim, "profeta" é geralmente traduzido como "aquele que fala primeiro" ou "aquele que prediz". Mas 'pro' também pode significar 'em lugar de' e assim o profeta é aquele que fala em lugar de alguém, neste caso, Deus.

III.

Em conclusão.

O remédio mais eficaz para o “doomscrolling” (rolamento das desgraças) não são certamente as notícias do Mulino Bianco, embora devamos reconhecer que as boas notícias nos fazem bem. O melhor remédio é ouvir a "Boa Nova" por excelência, o Evangelho. Se tivéssemos o bom hábito de ler uma passagem do Evangelho todos os dias (pode ser o Evangelho do dia, ou uma leitura contínua do Evangelho, este ano B é o de Marcos), notaríamos que a nossa visão do mundo e das nossas vidas mudaria. Veríamos um mundo tão amado por Deus ao ponto que Ele o quis habitar. Esta boa notícia é o melhor antídoto contra as notícias que nos apresentam o mundo como um lugar feio, cheio de maldade. Jesus regressa todos os anos para renascer no mundo e fazer renascer o mundo. A nossa missão não é ser adivinhos, mas profetas, falando no lugar de Deus que usa a nossa boca para convidar os homens de hoje a amar o mundo, porque é habitado por Ele. A mais bela notícia é esta: "Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida".  Será que o Moinho Branco tem uma notícia melhor para nos dar do que esta?


  • Música no fundo: Yuja Wang – Rachmaninov: Prelude in G Minor, Op. 23, No. 5 (Live at Philharmonie, Berlin / 2018)



🇬🇧 THE EXIT FROM DOOMSCROLLING

(Video and text in 🇬🇧 English)

A reflection for the 2nd Sunday of Advent B (10-12-2023)

< Mk 1:1-8 (Voice crying out in the wilderness)

I.

Doomscrolling is a neologism that entered the vocabulary in April 2020 (in the midst of Covid19), that indicates the compulsive obsession to continuously search for bad news. This phenomenon is more pronounced in people who suffer from anxiety and depression and seek confirmation of their negative view of the world (confirmation bias). When we only feed on bad news we see everything negatively. Old people in particular have a negative view of the world and talk about it in negative terms. However, I think that many of them, due to the fact that they will soon have to leave the world, want to mitigate the pain of separation by convincing themselves that the world is always uglier and therefore it becomes less painful to part with it.

As a remedy to the bad habit of doomscrolling, three suggestions are usually given: 1. Acknowledge the existence of the problem as a prerequisite for combating it; 2.Self-limit your access to news by imposing time (a few minutes a day for information); 3. Distract yourself by doing other interesting things to cultivate your passions and hobbies.

If always drinking only bad news generates a state of existential pessimism, the opposite is also true, i.e. accessing positive news generates a more optimistic approach to reality. According to research at the University of California, good news encourages a 'positive escapism' that predisposes us to deal with reality differently. This 'good news' if it arrives early in the morning (breakfast time) can give a different orientation to our day. To this end, “Mulino Bianco” (White Mill) has developed an initiative, which consists of sending three pieces of good news every morning at 7 a.m. to all subscribers, as a preventive therapy to face one's day with more optimism.

II.

This Sunday's Gospel also speaks to us of good news: "Beginning of the Gospel of Jesus Christ, Son of God". Gospel comes from the Greek Eu = good and Anghelion = proclamation, that is, good announcement, good news.

In fact, the Gospel speaks to us of the most wonderful news that has ever appeared on the face of the earth, namely that of God who came into the world, became man in Christ Jesus and revealed the Father to us. It is the proclamation of Christmas, the birth of the Son of God on earth. If the 'good news' I mentioned earlier can change our day, the good news of the Gospel changes our lives, it gives us eternity.

Today's gospel tells us of John the Baptist who prepared the people for the coming of the Lord. It is the mission entrusted to the Church today, that is, to all of us who are baptised, who at times like the Baptist seem to us to be a 'voice crying out in the desert’ or like so many speakers at Speakers' Corner in London's Hyde Park who when they preach there is often no one there to hear them. Yet even preaching in the desert is necessary, because even if no one is listening, preaching serves to confirm us in the faith we preach.

We are the prophets of our time: The Greek word is composed of "προ-" (pro-), meaning "before" or "ahead", and "-φητης" (-phētēs), meaning "to speak" or "to say". Thus, 'prophet' is usually roughly translated as 'one who speaks first' or 'one who foretells'. But 'pro' could also mean 'in place of' and so the prophet is one who speaks in place of someone, in this case, God.

III.

In conclusion.

The most effective remedy for 'doomscrolling' is certainly not the White Mill news, although we must recognise that good news is good for us. The best remedy is to listen to the 'Good News' par excellence, the Gospel. If we got into the good habit of reading a Gospel passage each day, (it can be the gospel of the day, or a continuous gospel reading, this year B is Mark's), we would notice that our view of the world and of our lives changes. We would see a world loved by God so much that we would want to come and inhabit it. This good news is the best antidote against those news stories that portray the world to us as an ugly place, full of wickedness. Jesus returns every year to be reborn in the world and to bring the world to life. It is our mission to be not soothsayers but prophets, speaking in the place of God who uses our mouths to invite the people of today to love the world, because it is inhabited by Him. The most beautiful news is this: "God so loved the world, that He gave His Son, that whoever believes in Him should not perish but have life".  Could it be that the White Mill has better news to give us than this?


  • Background music: Yuja Wang – Rachmaninov: Prelude in G Minor, Op. 23, No. 5 (Live at Philharmonie, Berlin / 2018)

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