🇮🇹 NON ONNIPOTENTE MA ONNIAMANTE - 🇵🇹 NÃO TODO PODEROSO, MAS “TODO AMADOR”.

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Una riflessione per la Solennità dell’Immacolata Concezione 8-12-2020 (<Lc. 1,26-38)


I.

Quando ero in seminário e a volte mi capitava di non stare bene, di avere l’influenza o qualche altro malore, immancabilmente mi telefonava mia mamma e mi chiedeva: Ezio che cos’hai? Non stai bene?

Non ho mai capito se erano semplici coincidenze, oppure lei, come ogni madre, sentiva in sé quando il figlio non stava bene.

Perché tra madre e figlio c’è un legame forte, invisibile.

E se è vero che la relazione che ognuno di noi ha avuto con il proprio padre segna la relazione con Dio Padre, così pure la relazione che ciascuno ha o ha avuto con sua madre, segna la relazione che si ha con la madre Maria.

Perché Maria è proprio così, come la nostra madre terrena.

II.

Una volta chiesi a mia madre perché aveva sposato mio padre, e lei, con una lacrima negli occhi mi raccontò quando si erano conosciuti e si era innamorata di lui.

Se vogliamo chiedere a Maria perché si è innamorata di Dio, penso che anche lei con le lacrime agli occhi, ci parlerebbe di quel giorno che un angelo bellissimo andò da lei.

La prima cosa che l’angelo le disse non fu: inginocchiati Maria, o prega, o prostrati ma fu “rallegrati Maria” e poi quell’annuncio stravolgente: “perché hai trovato grazia presso Dio”, un giro di parole per dirle “Dio si è innamorato di te”, cioè “Dio vuole sposarti”, ossia “Dio vuole che tu sia la madre di suo Figlio”.

III.

Se per una donna la cosa più bella che può sentirsi dire da un uomo è “mi vuoi sposare?”, immaginiamoci se questa richiesta venisse da Dio stesso.

Cosa aveva di così speciale questa ragazza, Maria che ha fatto innamorare di se non solo Giuseppe e magari quanti altri giovanotti del suo paese, ma lo stesso Dio?

Che Maria fosse speciale lo rivela anche la sua reazione, quando sembra voler fare addirittura la preziosina, ponendo delle questioni: “come avverrà questo?”. Una ragazza intelligente, che si pone in un dialogo maturo con chi le chiede di consegnarsi a Lui. Forse è anche questo che ha fatto innamorare Dio il quale ha dovuto “sudare” un po’ prima di avere la risposta affermativa. Maria ha tenuto un po’ sulle spine il suo “pretendente”.

IV.

L’angelo le spiega come avverrà attraverso la potenza dell’Altissimo. Maria allora dirà il suo SI, non tanto attratta dall’Onnipotente, ma dall’Onniamante. Maria si è fidata e affidata all’Amore, non alla Potenza, o alla Forza. Perché chi ci dà sicurezza è solo chi ci ama. Se ci trovassimo in pericolo noi ci fideremmo non tanto delle forze dell’Intelligence, del MI6 o del ministero della difesa, ma di chi ci ama e sappiamo che darebbe la vita per noi.

V.

Con il suo SI, Maria diventa feconda, concepisce il figlio. Fidarsi e affidarsi genera vita. Dire di no e diffidare rende invece sterili.

Ciascuno di noi deve interrogarsi se è generatore di vita o se è sterile.

Con il concepimento, Maria diventa una cosa sola col figlio e in ogni posto dove andava, portava con sé Gesù.

Anche noi, quando diciamo si a Gesù, ci fidiamo di lui, dell’Onniamante, anche noi concepiamo nel nostro cuore Gesù, e lo portiamo sempre con noi, in ogni passo della nostra vita.

E come Maria è diventata Porta del Cielo, non solo perché chi vuole entrare in cielo dovrà passare attraverso di Lei, ma anche perché il cielo è venuto sulla terra attraverso di Lei, così anche noi dobbiamo essere porta del cielo, cioè strumento con il quale il cielo possa incontrare altre persone sulla terra.

VI.

A differenza di Maria che era Immacolata (senza macchia), noi invece siamo tutti macolati (pieni di macchie), però siamo dei “macolati” amati da Dio. Dobbiamo solo fidarci dell’Onniamante, che sa fare di noi, piccole cose insignificanti, le cose più preziose: “nulla è impossibile a Dio”.

Non sono le nostre macchie che potranno allontanarci da Dio, perché abbiamo nostra Madre, la senza macchia, che intercede per noi.

Come per una madre il propio figlio anche se ladro o assassino è sempre suo figlio, anche noi possiamo esserne certi, saremo sempre figli di Maria e ogni volta che non ci sentiamo bene, lei lo sente e ci “telefonerà”.



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🇵🇹 NÃO TODO PODEROSO, MAS “TODO AMADOR”

Uma reflexão para a solenidade da Imaculada Conceição 8-12-2020 (<Lc 1,26-38)


I.

Quando eu estava no seminário e às vezes acontecia que não me sentia bem, que estava com gripe ou alguma outra doença, minha mãe sempre me ligava e perguntava: Ezio o que você tem? Você não está bem?

Nunca entendi se eram meras coincidências, ou se ela, como toda mãe, sentia quando o filho não estava bem.

Porque entre mãe e filho existe um vínculo forte e invisível.

E se é verdade que a relação que cada um de nós teve com o seu pai marca a relação com Deus Pai, também a relação que cada um tem ou teve com a sua mãe marca a relação com a Mãe Maria.

Porque Maria é assim mesmo, como nossa mãe terrena.

II.

Certa vez, perguntei a minha mãe por que ela se casou com meu pai e ela, com uma lágrima nos olhos, me contou quando se conheceram e se apaixonaram.

Se quisermos perguntar a Maria por que ela se apaixonou por Deus, acho que ela também, com lágrimas nos olhos, nos contaria sobre aquele dia em que um lindo anjo se aproximou dela.

A primeira coisa que o anjo disse a ela não foi: ajoelhe-se Maria, ore ou prostre-se, mas foi "alegra Maria" e logo aquele anúncio extraordinário: "porque encontraste a graça com Deus", um conjunto de palavras para dizer a ela "Deus se apaixonou por você ”, “Deus quer casar com você ”, ou seja, “Deus quer que você seja mãe de seu Filho ”.

III.

Se para uma mulher a coisa mais bonita que ela pode ouvir de um homem é "você quer casar comigo?", imaginamos então se esse pedido viesse do próprio Deus.

O que havia de tão especial nessa menina, Maria, que fez não apenas José e talvez quantos outros jovens de seu país se apaixonarem por ela, mas o próprio Deus?

Que Maria era especial também é revelado por sua reação, quando ela até parece querer brincar de preciosa fazendo perguntas: "como isso vai acontecer?". Uma menina inteligente, que dialoga com maturidade com aquele que lhe pede de se entregue a Ele. Talvez seja também isso que fez com que Deus se apaixonasse por Ela, Deus que teve de "suar" um pouco antes de receber a resposta afirmativa. Maria manteve seu "pretendente" suspenso por um tempinho.

IV.

O anjo explica a ela como isso acontecerá pelo poder do Altíssimo. Maria então dirá seu SIM, não tanto atraída pelo Todo Poderoso, mas pelo “Todo Amador”. Maria confiou e se entregou ao amor, não ao poder ou à força. Porque quem nos dá segurança é só quem nos ama. Se estivéssemos em perigo, confiaríamos não tanto nas forças de inteligência, MI6 ou no ministério da defesa, mas naqueles que nos amam e sabemos que dariam suas vidas por nós.

V.

Com o seu SIM, Maria se torna fértil, concebe o filho. Confiança e entrega geram vida. Ao contrário, dizer não e ser cauteloso nos torna estéreis.

Cada um de nós deve se perguntar se é um gerador de vida ou se é estéril.

Com a concepção, Maria se torna uma com seu filho e onde quer que ela vá, ela leva Jesus com ela.

Também nós, quando dizemos sim a Jesus, confiamos nele, no “Todo Amador”, também nós concebemos Jesus no nosso coração e o carregamos sempre connosco, em cada passo da nossa vida.

E assim como Maria se tornou a Porta do Céu, não só porque quem quiser entrar no Céu terá que passar por ela, mas também porque o Céu veio à terra por ela, também nós devemos ser a Porta do Céu, isto é, um instrumento com o qual o céu vai ao encontro de outras pessoas na terra.

VI.

Ao contrário de Maria Imaculada (sem mancha), nós somos todos “maculados” (cheios de manchas), mas somos "maculados" amados por Deus. Só temos que confiar no “Todo Amador”, que sabe transformar a nós, pequenas coisas insignificantes, em coisas muito preciosas: “nada é impossível para Deus”.

Não são as nossas manchas que nos podem afastar de Deus, porque temos a nossa Mãe, a sem mancha, que intercede por nós.

Para uma mãe o seu próprio filho, mesmo que ladrão ou assassino è sempre seu filho, por isso também nós podemos ter certeza de sermos sempre filhos de Maria e toda vez que não nos sentirmos bem, ela percebe e nos “liga”.



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