🇮🇹 PIÙ DI TIMES SQUARE 🇵🇹 MAIS DO QUE TIMES SQUARE 🇬🇧 MORE...

Aggiornamento: 16 dic 2021


🇮🇹 PIÙ DI TIMES SQUARE

Una riflessione per la Seconda Domenica di Avvento (5-12-2021)

< Lc 3,1-6 (Voce di uno che grida nel deserto)

I.

Qualche anno fa mentre mi trovavo a New York per motivi di lavoro (in visita a delle università) decisi di visitare Times Square, la famosa piazza piena di insegne luminose. Se New York era considerata la capitale del mondo e Times Square il cuore di New York, andare a Times Square voleva dire andare al centro del mondo. Quando arrivai a Manhattan corsi subito a Times Square e devo dire che rimasi estasiato in quel vortice di luci, colori, rumori, persone di ogni razza, un festival del sensi… Però non ebbi la sensazione di sentirmi al centro del mondo.

II.

Quando invece sono andato in Israele, a Nazareth, nella Basilica dell’annunciazione ho sostato nel punto dove Maria ha ricevuto l’annunzio dell’angelo Gabriele. Quando ho letto la scritta sull’altare “Verbum caro HIC factum est” (QUI il Verbo si è fatto carne) mi sono emozionato nel profondo dell’anima e lì mi sono sentito al centro del mondo, nel punto scelto da Dio per entrare nel nostro mondo.

III.

Oggi il Vangelo ci parla di un altro centro del mondo. L’evangelista Luca fa come il Google map (o meglio il Google earth): quando cerchi una località su Google, l’immagine parte dal globo, ricerca il continente, poi la nazione, quindi la città, la via per poi focalizzarsi e ampliare il punto esatto prescelto. Luca parte dal centro del mondo di allora Roma, dall’imperatore Tiberio Cesare, per passare poi a Israele, la Giudeia (Pilato), la Galieia (Erode), Gerusalemme (i sommi sacerdoti Anna e Caifa) per arrivare in un punto del deserto dove c’è Giovanni, sul quale scese la Parola di Dio. Era da secoli che non c’era più un profeta in Israele e Dio scelse di parlare non attraverso i grandi della storia, ma attraverso un suo umile servo. Ecco che il centro del mondo non è Roma o Gerusalemme ma lo diventa un punto sperduto nel deserto.

IV.

Il centro del mondo è dove c’è Dio, quindi ogni persona ogni periferia del mondo possono diventare il centro del mondo se lì scende Dio. Come facciamo a riconoscere che in quel luogo e in quel momento c’è Dio? Lo sentiremo da soli. Non c’è bisogno che qualcuno ce lo dica. Lo capiamo da soli che siamo arrivati al centro. Puoi passare attraverso tutte le Times Square che vuoi, con le luci e i rumori che rimbombano negli occhi e nelle orecchie. Ma quando arrivi al “punto D” cioè il “punto di Dio” li capisce che sei arrivato al centro del mondo. Il centro del mondo è dove incontri Dio. Al di fuori ci sono solo accecamenti e stordimenti.

V.

“La Parola di Dio scese su Giovanni” e oggi scende anche su di noi “Ogni uomo vedrà la salvezza del Signore”. Come Giovanni fu chiamato a essere profeta 2000 anni fa e a indicare Gesù agli uomini del suo tempo, così anche noi oggi siamo chiamati a indicare Gesù agli uomini del nostro tempo. Quindi siamo chiamati a essere Pro- feta: non solo predire (pro=avanti e femi=dire) ma anche pro=in favore di, quindi parlare in favore di Dio.

Chi sono i profeti di oggi? Coloro che con le parole e la vita parlano a favore di Dio. Pensiamo ai volontari che si mettono a servizio dei più deboli, non parlano con le parole ma con i fatti. Ma profeti sono anche coloro che annunciano Dio, come per esempio i catechisti. Se i volontari negli ospedali e per strada soccorrono i bisognosi nel corpo (salute, fame, vestiti, casa…), i catechisti soccorrono le necessità dell’anima.

VI.

Oggi Dio zoomma su di te: dall’universo, Galassia, sistema solare, mondo, continente, nazione, città, via, per scendere su di te. E vuole che tu sia un suo profeta, che parli di Lui agli altri. Devi solo scegliere il mondo per parlare di Lui agli altri: col volontariato, diventando catechista, con la preghiera, con il tuo esempio, con i tuoi gesti d’amore.

E così tutte le luci di Times Square impallidiscono davanti al tuo splendore.

🇵🇹 MAIS DO QUE TIMES SQUARE

Uma reflexão para o Segundo Domingo do Advento (5-12-2021)

< Lc 3,1-6 (Voz de um a gritar no deserto)

I.

Há alguns anos atrás, enquanto estava em Nova Iorque na visita de um as universidades, decidi visitar Times Square, a famosa praça cheia de sinais luminosos. Se Nova Iorque era considerada a capital do mundo e Times Square o coração de Nova Iorque, ir a Times Square significava ir para o centro do mundo. Quando cheguei a Manhattan, corri imediatamente para Times Square e devo dizer que fiquei encantado com o turbilhão de luzes, cores, ruídos, pessoas de todas as raças, um festival dos sentidos... Mas não senti que estivesse no centro do mundo.

II.

Mas quando fui para Israel, para Nazaré, na Basílica da Anunciação, fui no local onde Maria recebeu o anúncio do anjo Gabriel. Quando li a inscrição no altar "Verbum caro HIC factum est" (AQUI o Verbo se fez carne), fiquei comovido na profundeza da minha alma e ali senti-me no centro do mundo, no ponto escolhido por Deus para entrar no nosso mundo.

III.

Hoje o Evangelho fala-nos de outro centro do mundo. O evangelista Lucas faz como o Google Map (ou melhor o Google Earth): quando se procura uma localização no Google, a imagem começa a partir do globo terrestre, depois procura o continente, depois a nação, depois a cidade, a rua, e no fim concentra-se e expande-se no ponto exacto escolhido. Lucas parte do centro do mundo que naquela altura era Roma (o imperador Tibério César), depois passa para Israel, Judeia (Pilatos), Galieia (Herodes), Jerusalém (os sumos sacerdotes Anás e Caifás) para chegar a um ponto no deserto onde está João, sobre quem a Palavra de Deus desceu. Passaram séculos desde que havia um profeta em Israel e Deus escolheu falar não através dos grandes da história, mas através de um dos seus humildes servos. Aqui o centro do mundo não é Roma ou Jerusalém, mas um lugar perdido no deserto.

IV.

O centro do mundo é onde Deus está, por isso cada pessoa, cada periferia do mundo pode tornar-se o centro do mundo se Deus descer até lá. Como reconhecer que nesse lugar e nessa altura está Deus? Sentimo-lo por nós próprios. Não há necessidade de alguém nos dizer. Sabemos por nós próprios que chegámos ao centro. Pode passar por tantos Times Squares quanto quiser, com luzes e ruídos a zumbir nos seus olhos e ouvidos. Mas quando se chega ao "ponto D", ou seja, o "ponto de Deus", compreende-se que se chegou ao centro do mundo. O centro do mundo é onde se encontra Deus. Fora disso só há barullò e confusão.

V.

"A Palavra de Deus desceu sobre João" e hoje também desce sobre nós "Todo o homem verá a salvação do Senhor". Tal como João foi chamado para ser profeta há 2000 anos e para apontar Jesus ao povo do seu tempo, assim também nós somos chamados hoje para apontar Jesus ao povo do nosso tempo. Por isso somos chamados a ser profetas: não só a prever (pro=antes e femi=dizer), mas também a falar em favor (pro) de Deus.

Quem são os profetas de hoje? Aqueles que falam por Deus com palavras e vida. Pense nos voluntários que se põem ao serviço dos mais fracos; eles não falam com palavras mas com actos. Mas os profetas são também aqueles que anunciam Deus, tais como os catequistas. Se os voluntários nos hospitais e nas ruas ajudam os necessitados no corpo (saúde, fome, vestuário, habitação...), os catequistas ajudam as necessidades da alma.

VI.

Hoje Deus aproxima-se de ti: parte do universo, galáxia, sistema solar, mundo, continente, nação, cidade, rua, para descer sobre ti. E Ele quer que sejas Seu profeta, que fales d'Ele a outros. Basta-te escolher o modo para falar d'Ele aos outros: pelo voluntariado, por se tornar catequista, pela oração, pelo teu exemplo, pelos teus gestos de amor.

E assim todas as luzes de Times Square empalidecem perante o teu esplendor.

🇬🇧 MORE THAN TIMES SQUARE

A reflection for the Second Sunday of Advent (5-12-2021)

< Lk 3,1-6 (Voice of one crying out in the desert)

I.

A few years ago, while I was in New York on business (visiting universities), I decided to visit Times Square, the famous square full of neon signs. If New York was considered the capital of the world and Times Square the heart of New York, going to Times Square meant going to the centre of the world. When I arrived in Manhattan, I immediately ran to Times Square and I must say that I was enraptured by the whirlwind of lights, colours, noises, people of all races, a festival of the senses... But I did not feel that I was at the centre of the world.

II.

But when I went to Israel, to Nazareth, to the Basilica of the Annunciation, I stood on the spot where Mary received the annunciation from the angel Gabriel. When I read the inscription on the altar "Verbum caro HIC factum est" (HERE the Word was made flesh) I was moved to the depths of my soul and there I felt at the centre of the world, at the point chosen by God to enter our world.

III.

Today the Gospel tells us of another centre of the world. The evangelist Luke does as the Google map (or rather Google earth) does: when you search for a location on Google, the image starts from the globe, searches for the continent, then the nation, then the city, the street, and then focuses and expands on the exact point chosen. Luke starts from the centre of the world at that time, Rome (the emperor Tiberius Caesar), then moves on to Israel, Judea (Pilate), Galieia (Herod), Jerusalem (the high priests Annas and Caiaphas) to arrive at a point in the desert where John is, on whom the Word of God descended. It had been centuries since there had been a prophet in Israel and God chose to speak not through the great of history, but through one of his humble servants. Here the centre of the world is not Rome or Jerusalem but a lost spot in the desert.

IV.

The centre of the world is where God is, so every person, every periphery of the world can become the centre of the world if God comes down there. How do we recognise that in that place and at that time there is God? We feel it by ourselves. There is no need for someone to tell us. We know for ourselves that we have arrived at the centre. You can go through as many Times Squares as you like, with lights and noises ringing in your eyes and ears. But when you get to the "point of God", you understand that you have arrived at the centre of the world. The centre of the world is where you meet God. Outside there is only blindness and dizziness.

V.

"The Word of God descended upon John" and today it also descends upon us "Every man shall see the salvation of the Lord". Just as John was called to be a prophet 2000 years ago and to point out Jesus to the people of his time, so too we are called today to point out Jesus to the people of our time. So we are called to be prophets: not only to foretell (to foretell and to say) but also to speak for God.

Who are the prophets of today? Those who speak for God with words and life. Think of the volunteers who put themselves at the service of the weakest; they do not speak with words but with deeds. But prophets are also those who announce God, such as catechists. If volunteers in hospitals and on the streets help the needy in the body (health, hunger, clothing, housing...), catechists help the needs of the soul.

VI.

Today God zooms in on you: from the universe, galaxy, solar system, world, continent, nation, city, street, to descend on you. And He wants you to be His prophet, to speak of Him to others. You only have to choose the world to speak of Him to others: by volunteering, by becoming a catechist, by prayer, by your example, by your gestures of love.

And so all the lights of Times Square pale before your splendour.


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