🇮🇹 CHE COS'È MUNTUISMO?

🇵🇹 O QUE É MUNTUISMO?   🇬🇧 WHAT IS MUNTUISM?

🇮🇹 italiano
Muntuismo, neologismo estratto dall’autore di questo libro dalla parola Muntu (persona nella lingua bantu), si propone come denominazione di un modello teorico di “personalismo africano”.
La corrente del personalismo, notoriamente iniziata in Francia nella prima metà del secolo scorso da Emmanuel Mounier, trova il suo habitat più naturale nella cultura Africana che è essenzialmente personalista, in quanto si sostenta sui tre pilastri di questa corrente: persona, comunità, Dio. In occidente questi pilastri sono crollati: Dio è morto (ucciso dalle istanze nichiliste e positiviste della contemporaneità); la comunitá è concepita prevalentemente come spazio di rivendicazione dei diritti individuali (nel senso della filosofia marxista o pratica) e la persona è ridotta all’individuo senza nessuna dimensione trascendentale, soffocato nella sua finitezza (dalla chiusura pregiudiziale della cultura all’idea di Dio conseguentemente rimane chiuso l’accesso alla verità della persona). 
Il Muntuismo, a differenza dell’ Ubuntuismo e del Bantuismo che accentuano di più la dimensione comunitaria, mette al centro il Muntu che non sparisce davanti alla comunità (il comunitarismo africano è spesso un luogo comune contraddetto dalla realtà) né davanti a Dio (ricordiamo che gli africani sono arrivati al monoteismo prima dei greci e romani!), ma trova propriamente la sua verità plurimillenaria nella dimensione orizzontale e verticale della sua esistenza.  Una maggior enfasi sulla centralità della persona piuttosto che sulla comunità, potrà marcare una nuova dinamica nello sviluppo della humanitas africana.
"I am (Muntu) because I believe (God) and I love (community)": è l’aforisma che sintetizza meglio i tre pilastri del Muntuismo, ossia, del personalismo africano. 

Per ulteriori informazioni sul Muntuismo vedi la pagina su Muntuismo in Wikipedia in portoghese e nella pagina di Facebook/Muntuismo.

🇵🇹 português
Wikipédia em português - A enciclopédia livre

Muntuísmo, neologismo tirado da palavra Muntu (pessoa na língua bantu), se propõe como denominação de um modelo teórico de "personalismo africano". A corrente do personalismo, notoriamente lançada na França na primeira metade do século passado por Emmanuel Mounier, encontra o seu habitat mais natural na cultura africana que é essencialmente personalista, enquanto se sustenta sobre os três pilares desta corrente: pessoa, comunidade, Deus. No ocidente, estes pilares desmoronaram: Deus já morreu (executado pelas instância niilistas e positivistas da contemporaneidade); a comunidade é concebida prevalentemente como espaço de reivindicação dos direitos individuais (no sentido da filosofia marxista ou filosofia da praxe) e a pessoa é reduzida ao indivíduo sem nenhuma dimensão transcendental, sufocado na sua finitude (do preconceituoso fechamento da cultura à ideia de Deus ficou consequentemente também fechado o acesso à verdade da pessoa). O Muntuísmo, a diferença do Ubuntuísmo e do Bantuísmo que acentuam mais a dimensão comunitária, coloca no centro o Muntu o qual não desaparece diante da comunidade (o comunitarismo africano é muitas vezes um lugar comum contradito pela realidade) e nem diante de Deus (lembrar que os africanos chegaram ao monoteísmo antes dos gregos e romanos!), mas encontra propriamente a sua verdade plurimilenaria na dimensão horizontal e vertical da sua existência. Uma maior ênfase da centralidade da pessoa em relação à comunidade, poderá marcar uma nova dinámica no desenvolvimento da humanitas africana. “I am (Muntu) because I believe (Deus) and I love (Comunidade)”: é o aforisma que melhor sintetiza os três pilares do muntuísmo, ou seja, do personalismo africano.

Para mais informações sobre o Muntuismo veja  a voz MUNTUISMO no WIKIPEDIA em português, e a pagina FACEBOOK: MUNTUISMO


🇬🇧 english
Muntuism, a term created by the author from the word Muntu (person in Bantu language), proposes itself as a new designation of the theoretical model of "African Personalism". The current notion of Personalism, which was conceived in France in the first half of the last century by Emmanuel Mounier, encounters its most natural habitat in African culture, which is essentially personalist, where it is able to sustain itself on the three fundamental pillars of African society: person, community, God. In the West we find that these pillars have since collapsed: God is dead (killed by nihilists instances and contemporary positivists); the community acts primarily as a space for individual demand of rights (as seen in Marxist philosophy) and the person is reduced to an individual without any transcendental dimension, strangled in his finiteness (through the cultural rejection of God which consequently leads to the rejection of one’s access to the truth of themselves). Muntuism, unlike Ubuntuism and Bantuism that accentuate more of a community dimension, focuses on the Muntu which does not disappear in the face of community (the African communalism is often commonplace contradicted by reality) and neither before God (remember that Africans reached the monotheism before the Greeks and Romans!), but properly finds his age-old truth in a horizontal and vertical dimension of his existence. A greater emphasis on the person rather than the community marks a new dynamic in the development of African humanitas. In proclaiming "I am (Muntu) because I believe (God) and I love (community)": we can best express the three pillars of Muntuism, a new designation of African Personalism.

For more information on Muntuism see the page  Muntuismo on Wikipedia in portuguese and on the Facebook/Muntuismo page.

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🇮🇹 SOMMARIO DEL LIBRO

🇵🇹 RESUMO DO LIVRO ABSTRACT OF THE BOOK

🇮🇹 SOMMARIO
“L’idea di persona nella filosofia africana contemporanea” è un titolo che rivela nello stesso tempo l’intento, l’oggetto formale e materiale della nostra ricerca. L’oggetto materiale è composto dalla produzione filosofica di autori africani della contemporaneità che abbiamo considerato più significativi, e dalla Palabre con saggi africani presenti nel territorio di Inhambane (Mozambico) con i quali abbiamo trattato il tema della persona. L’oggetto formale è propriamente l’idea di persona, ossia un modello teoretico che giustifichi il suo carattere universale (la verità sull’uomo) e storico (la tradizione africana). Infine l’intento della ricerca coincide con il suo oggetto formale, e cioè la giustificazione critica di tale modello. Il presupposto teoretico è che tale modello è razionale perché conforme alla struttura antropologica (che possa dire non solo l’esserci della persona africana, ma la sua verità) e quindi nella sua universalità è inclusa la sua verità, dunque la sua razionalità. 
La dissertazione si divide in tre parti. Nella Prima parte troviamo la ricostruzione di una vera e propria storia delle idee, con un’analisi critica di testi dei filosofi africani che hanno detto qualcosa di significativo sulla persona africana. Nella Seconda parte confluiscono i risultati di studi e Palabrecon vari saggi africani del territorio di Inhambane, secondo la metodologia della Sage Philosophy, che hanno pressoché confermato le idee ricavate dall’analisi critica condotta nella prima parte.
Infine, nella Terza parte, dopo una ripresa sistematica dei risultati raggiunti nelle prime due parti, viene delineato il modello teoretico della persona africana dedotto da tutto il lavoro svolto, modello che abbiamo denominato con un neologismo: “Muntuismo”. Il “Muntuismo”, secondo la nostra proposta,  potrà essere il modello teorico sul quale sviluppare il personalismo africano.
 
🇵🇹 RESUMO
“A ideia de pessoa na filosofia africana contemporânea” é um título que revela, simultaneamente, o objectivo, o objecto formal e o objecto material da nossa pesquisa. O objecto material é composto pela produção filosófica dos mais significativos autores africanos da era contemporânea, desde a segunda metade do século passado até aos dias que correm, e pela Palabre com os sábios africanos do território de Inhambane (Moçambique), com os quais discutimos aspectos ligados ao nosso tema. O objecto formal é, precisamente, a ideia de pessoa, ou seja, um modelo teórico que satisfaça concomitantemente o carácter universal - a sua verdade acerca do Homem - e histórico, a sua coerência com a tradição africana. Por fim, o objectivo da pesquisa coincide com o objecto formal, isto é, com a justificação crítica de tal modelo. O pressuposto teórico é que tal modelo seja racional porque conforme a estrutura antropológica ao ponto de expressar não apenas o ser da pessoa africana, mas a sua verdade, visto que na sua universalidade inclui-se a sua verdade, a sua racionalidade. 
A dissertação divide-se em três partes. A primeira parte constitui uma reconstrução da história das ideias, por meio de uma análise crítica de textos de filósofos africanos que reflectiram significativamente acerca da pessoa africana. Na segunda parte confluem os resultados dos estudos e a Palabrecom vários sábios africanos do território de Inhambane, por mediação metodológica da Sage Philosophy, que confirmam as ideias surgidas na análise crítica desenvolvida na primeira parte. Finalmente, na terceira parte, após retomar sistematicamente os resultados das partes precedentes, delineia-se o modelo teórico de pessoa africana deduzido da pesquisa efectuada. O modelo emergente vem denominado por meio de um neologismo: “Muntuismo”. Segundo a nossa proposta, o “Muntuismo" apresenta-se como o modelo teórico sobre o qual se desenvolve o personalismo africano.


🇬🇧 ABSTRACT
"The idea of person in contemporary African philosophy" is a title that reveals the intention, and at the same time, the material object as well as the formal object of our research. The material object is composed by the philosophical production of the notable contemporary African writers, and through “Palabre” with numerous African Sages living in the Province of Inhambane (Mozambique), with whom we have further examined the issue of “person”. The formal object is precisely the
idea of  “person”, or the theoretical model to justify its own universal character (man´s truth) and its distinctive historical character (African tradition). Finally, the intent of the research coincides with its formal object as well as with the critical justification of this model. The theoretical basis is that this model is rational, as it includes universality and truth, and thus conforms to the anthropological structure (existence of the person and his truth).
The dissertation is divided into three parts. In the First part we find the reconstruction of the real “history of ideas”, a critical analysis of the texts of the African philosophers who have contributed meaningful ideas regarding the African person. In the Second part we find a convergence of the results of various studies and Palabre with a large group of African Sages of Inhambane. Our study was conducted according to the methodology of the Sage Philosophy, who have virtually confirmed the ideas derived from critical analysis conducted in the first part. Finally, in the third part, after a systematic recovery of the results achieved in the first two parts, we find an outline of the African theoretical model of “person” derived from our research, a model that we will call "Muntuismo”. The "Muntuismo," according to our proposal, will be the theoretical model in which to develop the study of African Personalism. 

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UN ESTRATTO DAL LIBRO

UM TRECHO DO LIVRO    AN EXCEPT FROM THE BOOK

🇮🇹 italiano
I vecchi della terra di Sewe (Inhambane, Mozambico), raccontano che il 10  gennaio del 1498, il famoso navigatore portoghese, Vasco de Gama, diretto verso le Indie,  con le sue navi dall’oceano indiano entrò nella baia di Inhambane. Era un giorno molto piovoso. Avvicinatosi a degli indigeni chiese loro qual fosse il nome della località. Vedendo la forte pioggia, essi gli dissero con il sorriso sulle labbra: “Bela nyumbani” (che significa: “entra in casa”) e gli offrirono ospitalità e prodotti locali. Vasco de Gama, impressionato da tanta ospitalità, lasciò scritto che in quel giorno era entrato nella bella terra di “Inhambane”, terra di buona gente. Aveva interpretato infatti le parole degli indigeni come la risposta alla sua domanda e così ancora oggi, la terra di Sewe è chiamata “Inhambane”, “Terra della buona gente”. Questa storia reale, anche se rivestita di leggenda, riassume perfettamente qual è la natura della persona africana: ospitale, aperta agli altri e generosa. Questa figura é l’emblema non solo della gente di questa terra di Inhambane e del Mozambico, ma dell’Africa intera. Se noi volessimo chiedere idealmente agli africani qual è la loro idea di persona, loro con il sorriso sulle labbra ci risponderanno ancora oggi con queste due parole, che valgono più di interi trattati filosofici sulla persona: “Bela nyumbani !”
 
🇵🇹 português
Os velhos da terra de Sewe (Inhambane, Moçambique), contam que a 10 de Janeiro de 1498, o famoso navegador português, Vasco da Gama, a caminhos das índias, chegou com as suas embarcações na baía de Inhambane. Era um dia muito chuvoso. Avizinhando-se dos indígenas, perguntou-lhes qual era o nome da localidade. Vendo a forte chuva, estes dirigiram-lhe a palavra com um sorriso nos lábios: “Bela nyumbani” (“entre em casa”) e o ofereceram-lhes hospitalidade e produtos locais. Impressionado por tanta hospitalidade, Vasco da Gama escreveu no seu diário que naquele dia havia entrado na bela terra de “Inhambane” terra de boa gente. De facto, havia interpretado as palavras dos indígenas como resposta à sua pergunta. Ainda hoje, a terra de Sewe é chamada “Inhambane”, “Terra da boa gente”. Esta história real, embora revestida de lenda, resume perfeitamente a natureza da pessoa africana: hospitaleira, aberta aos outros e generosa. Esta figura é um emblema não só da gente desta terra (de Inhambane e de Moçambique), mas da África inteira. Se quiséssemos perguntar idealmente aos africanos qual é a sua ideia de pessoa, com um sorriso nos lábios, responderiam-nos ainda hoje com estas duas palavras, que valem muito mais do que inteiros tratados filosóficos sobre a pessoa: “Bela nyumbani !”
 
🇬🇧 english
The elders of the land of Sewe (Inhambane, Mozambique), report that the 10 January 1498, the famous Portuguese Navigator Vasco de Gama, on the way to the Indies, arrives in the  Inhambane Bay with its vessels. It was a very rainy day. 
Approaching indigenous people he asked them what was the name of the locality. Seeing heavy rain, they told him with a smile on their lips: "Bela nyumbani" (meaning: "get in home") and offered him hospitality and local products. Vasco de Gama, impressed by so much hospitality, he wrote that on that day it was entered in the beautiful land of Inhambane "land of good people". In fact he had interpreted the words of the Indigenous people as an answer to his question and so still today, the land "Sewe" is called "Inhambane", "land of good people". This real story, although covered with legend, perfectly summarizes what is the nature of the African person: hospitable, open to others and generous. This figure is emblematic not only of the people of this land of Inhambane and Mozambique, but the whole of Africa. If we wanted to ask ideally Africans what is their idea of person, they smiling would answer us today  with these two words, which are worth more than entire philosophical treatises on the person: "Bela nyumbani!"