🇮🇹ASCOLTARE, VOCE DEL VERBO AMARE 🇵🇹ESCUTAR, VOZ DO VERBO AMAR 🇬🇧TO LISTEN, VOICE OF THE ...

Aggiornamento: nov 3


🇮🇹 ASCOLTARE, VOCE DEL VERBO AMARE

Una riflessione per la XXXI Domenica, T.O. - B. (31-10-2021)

< Mc 12,28-34 (il primo comandamento)

I.

Ieri in Vaticano come avrete saputo, è venuto il presidente degli Stati Uniti d’America Biden ad incontrare Papa Francesco. Dalla finestra abbiamo visto l’arrivo di Biden e abbiamo contato 83 automobili del suo seguito che lo hanno accompagnato. Ma non voglio parlarvi di Biden. Ne hanno già parlato in abbondanza tutti i media del mondo.

Vorrei parlarvi invece di un altro evento avvenuto sempre in questo mese in Vaticano che non ha avuto la stessa risonanza: l’incontro dei Rappresentanti delle Religioni. Uno dei partecipanti a quell’incontro, questa settimana ha scritto una lettera al Dicastero che ha organizzato questo evento, ringraziando per essere stato invitato. E disse che tra le cose meravigliose che ha visto e udito, c’è stata una cosa che lo ha toccato più di tutto. Non sono stati i pur bellissimi discorsi del Papa e degli altri rappresentanti delle religioni, e neppure le pur grandiose sale Clementina, Regia o la Cappella Sistina, ma è stato un gesto di Papa Francesco. Verso la fine dell’incontro, quando avevano parlato quasi tutti, essendo già andati oltre il tempo previsto, un monsignore andò a dire al Papa che poteva ritirarsi per andare ad incontrare un altro illustre ospite che lo stava aspettando in un’altra sala. Il Papa invece volle rimanere fino alla fine perché mancava ancora qualcuno da ascoltare. E questo Rappresentante si sentì molto commosso, perché il Papa era rimasto per ascoltare lui che non aveva ancora parlato. Un grande gesto di rispetto.

II.

Ascoltare l’altro è uno dei più grandi gesti d’amore. Perché significa dire all’altro, senza parlare: tu sei importante, tu ci sei, io sono qui per te, io ti vedo, non sei invisibile. Ascoltare è donare il mio tempo all’altro, è fare spazio all’altro nella mia vita.

La prima cosa è mettersi in ascolto, perché l’altro potrebbe avere anche le cose più belle del mondo da dire, ma se non lo ascolto, a cosa serve?

Per questo nella Bibbia Dio dice al suo popolo: Ascolta Israele, Shemà Israel. È la grande preghiera che gli ebrei praticanti recitano tre volte al giorno.

“Ascolta Israele: amerai il Signore Dio tuo con tutto il cuore, con tutta l’anima, con tutta la mente e tutte le forze. E amerai il tuo prossimo come te stesso”.

È questo ciò che siamo chiamati ad ascoltare. Il messaggio d’amore di Dio.

III.

Ancora nell’incontro con i Rappresentanti delle Religioni, Papa Francesco ha ricordato la stessa cosa parlando della “missione di educare ogni persona nella sua integralità, cioè testa, mani, cuore e anima. Che si pensi quello che si sente e si fa; che si senta quello che si pensa e si fa; che si faccia quello che si sente e si pensa”. Così pure disse: “Ci sta a cuore una formazione integrale che si riassume nel conoscere sé stessi, il proprio fratello, il creato e il Trascendente”.

Conoscere è sinonimo di amare: conosci te stesso vuol dire amare te stesso, per amare il tuo prossimo (conosci il tuo fratello), per amare Dio (conosci il Trascendente).

IV.

In queste parole di Gesù è detto tutto. Per questo “più nessuno aveva il coraggio d’interrogarlo”, non c’era più nulla da aggiungere o da chiedere.

Quindi quando ci sentiamo persi, confusi non sappiamo cosa fare, dove andare, cosa pensare, ecco che Gesù ci semplifica la vita e ci rivela il segreto più profondo, amare Dio, gli altri e se stessi (e Papa Francesco ha aggiunto, sempre in quel discorso del 5 ottobre, “ama il creato”).

Un amore a 360 gradi.

Amare con tutto il cuore e anima, non solo un po’ (“Amarsi un po’”, diceva una canzone di Lucio Battisti), un amore totale che spande il suo profumo in ogni luogo che passa. Con tutta la mente: dare ragione della nostra fede, una fede senza ragione è superstizione. Fernando Armellini dice “Chi non dedica tempo allo studio della parola di Dio, chi si disinteressa dei temi teologici, dei problemi ecclesiali, chi non è capace di dare le ragioni della propria fede non può certamente dire di amare Dio con tutta la mente”.

Con tutte le forze: le mani, il lavoro, cioè una fede che si trasforma in azioni concrete.

V.

Un’ultima curiosità: Allo scriba Gesù disse: “non sei lontano dal regno di Dio”, perché non gli ha detto che già era arrivato? Lo scriba aveva già compreso il messaggio alla perfezione. Che cosa mancava ancora? Forse proprio il passaggio dalla conoscenza teorica a quella pratica, alle mani. Ascoltare, amare, fare: questo è il trinomio indissolubile della fede. La fede nasce dall’ascolto, ma una fede senza opere d’amore è morta.

Ecco quindi la regola grammaticale che abbiamo imparato oggi: “Ascoltare”, voce del verbo “Amare”. Perché ogni mancanza di amore è conseguenza della mancanza di ascolto.



🇵🇹 ESCUTAR, VOZ DO VERBO AMAR

Uma reflexão para o XXXI Domingo, T.O. - B. (31-10-2021)

< Mc 12:28-34 (O primeiro mandamento)

I.

Ontem no Vaticano, como já devem ter ouvido, o Presidente dos Estados Unidos da América, Biden, veio encontrar-se com o Papa Francisco. Da janela vimos a chegada de Biden e contamos 83 carros da sua comitiva que o acompanhavam. Mas não quero falar-vos de Biden. Ele já foi coberto em abundância pelos meios de comunicação social do mundo.

Gostaria de falar sobre outro evento que teve lugar este mês no dia 5, no Vaticano e que não teve a mesma ressonância: a reunião dos Representantes das Religiões com Papa Francisco. Um dos participantes nessa reunião escreveu uma carta esta semana ao Dicastério que organizou este evento, agradecendo por ter sido convidado. E ele disse que entre as coisas maravilhosas que viu e ouviu, houve uma coisa que o tocou mais do que tudo. Não foram os lindos discursos do Papa e dos outros Representantes das Religiões, nem os grandiosos Salões Clementina e Regia ou a Capela Sistina, mas foi um gesto do Papa Francisco. No final da reunião, quando quase todos tinham falado, tendo já ultrapassado o tempo previsto, um monsenhor foi dizer ao Papa que podia retirar-se para ir ter com outro distinto convidado que o esperava noutra sala. O Papa, porém, quis ficar até ao fim porque ainda havia alguém a quem ouvir. E este representante sentiu-se muito comovido, porque o Papa tinha ficado para o ouvir a quem ainda não tinha falado. Um grande gesto de respeito.

II.

Ouvir o outro é um dos maiores gestos de amor. Porque significa dizer à outra pessoa, sem falar: tu és importante, tu estás aqui, eu estou aqui para ti, eu vejo-te, tu não és invisível. Ouvir é dar tempo ao outro, é dar espaço ao outro na minha vida.

A primeira coisa é ouvir, porque a outra pessoa poderia ter as coisas mais belas do mundo para dizer, mas se eu não ouvir, o que adianta?

É por isso que na Bíblia Deus diz ao seu povo: Escuta Israel, Shemà Israel. É a grande oração que os judeus praticantes recitam três vezes por dia.

“Escuta Israel: amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, e com toda a tua alma, e com toda a tua mente, e com todas as tuas forças. E amarás o teu próximo como a ti mesmo".

Isto é o que somos chamados a ouvir: a mensagem de amor de Deus.

III.

Ainda no encontro com os Representantes das Religiões, Papa Francisco recordou a mesma coisa quando falou da "missão de educar cada pessoa na sua totalidade, ou seja, cabeça, mãos, coração e alma. Pensar no que sentimos e fazemos; sentir o que pensamos e fazemos; fazer o que sentimos e pensamos". Ele também disse: "Estamos preocupados com uma formação integral que se resume em conhecer-se a si próprio, ao irmão, à criação e ao Transcendente”.

Saber é sinónimo de amar: conhecer-se é amar a si próprio, amar o próximo (conhecer o irmão), amar a Deus (conhecer o Transcendente).

IV.

Nestas palavras de Jesus, tudo está dito. É por isso que "ninguém teve a coragem de o questionar", não havia mais nada a acrescentar ou a perguntar.

Assim, quando nos sentimos perdidos, confusos, sem saber o que fazer, para onde ir, o que pensar, aqui está Jesus a simplificar as nossas vidas e a revelar-nos o segredo mais profundo: amar Deus, os outros e a nós próprios (e o Papa Francisco acrescentou, sempre nesse discurso de 5 de Outubro, "amar a criação").

Um amor total. Amar com todo o coração e alma, não apenas um pouco (“Amarsi un po’”, dizia uma canção de Lucio Battisti), um amor total que espalha o seu perfume em todos os lugares por onde passa. Com toda a mente: dar razão à nossa fé, uma fé sem razão é superstição. Fernando Armellini diz: "Quem não dedica tempo ao estudo da palavra de Deus, quem não está interessado em temas teológicos, em problemas eclesiais, quem não é capaz de dar as razões da sua fé certamente não pode dizer que ama a Deus com toda a sua mente”.

Com todas as forças: as mãos, o trabalho, ou seja, uma fé que se transforma em acções concretas.

V.

Uma última curiosidade: ao escriba Jesus disse: "não estais longe do reino de Deus", porque não lhe disse ele que já tinha chegado? O escriba já tinha compreendido perfeitamente a mensagem. O que é que ainda faltava? Talvez apenas a passagem do conhecimento teórico para o prático, para as mãos. Ouvir, amar, fazer: este é o trinómio indissolúvel da fé. A fé nasce da escuta, mas a fé sem obras de amor está morta.

Assim, eis a regra gramatical que aprendemos hoje: "Escutar”, voz do verbo "Amar". Porque toda a falta de amor é uma consequência da falta de escuta.

🇬🇧 TO LISTEN, VOICE OF THE VERB TO LOVE

A reflection for the XXXI Sunday, T.O. - B. (31-10-2021)

< Mk 12,28-34 (the first commandment)

I.

Yesterday at the Vatican, as you may have heard, the President of the United States of America Biden came to meet Pope Francis. From the window we saw Biden's arrival and counted 83 cars of his entourage accompanying him. But I don't want to tell you about Biden. He has already been covered in abundance by the world's media.

I would like to talk about another event that took place this month in the Vatican that did not have the same resonance: the meeting of the Representatives of Religions. One of the participants in that meeting wrote a letter this week to the Dicastery that organised this event, thanking them for having been invited. And he said that among the wonderful things he saw and heard, there was one thing that touched him most of all. It was not the beautiful speeches of the Pope and the other Representatives of Religions, nor the grandiose Clementine and Regia Halls or the Sistine Chapel, but it was a gesture of Pope Francis. Towards the end of the meeting, when almost everyone had spoken, having already gone over the allotted time, a monsignor went to tell the Pope that he could withdraw to go and meet another distinguished guest who was waiting for him in another room. The Pope, however, wanted to stay until the end because there was still someone left to listen to. And this representative felt very moved, because the Pope had stayed to listen to him who had not yet spoken. A great gesture of respect.

II.

Listening to the other is one of the greatest gestures of love. Because it means saying to the other person, without speaking: you are important, you are there, I am here for you, I see you, you are not invisible. Listening is giving my time to the other, it is making space for the other in my life.

The first thing is to listen, because the other person could have the most beautiful things in the world to say, but if I don't listen, it is useless.

That is why in the Bible God says to his people: Listen to Israel, Shemà Israel. It is the great prayer that practising Jews recite three times a day.

"Hear Israel: you shall love the Lord your God with all your heart, and with all your soul, and with all your mind, and with all your strength. And you shall love your neighbour as yourself".

This is what we are called to listen to: the God's message of love.

III.

Again in the meeting with the Representatives of Religions, Pope Francis recalled the same thing when he spoke of the "mission of educating each person in his or her entirety, that is, head, hands, heart and soul. Let one think what one feels and does; let one feel what one thinks and does; let one do what one feels and thinks”. He also said: "We are concerned with an integral formation that is summed up in knowing oneself, one's brother, creation and the Transcendent”.

Knowing is synonymous with loving: to know yourself is to love yourself, to love your neighbour (know your brother), to love God (know the Transcendent).

IV.

In these words of Jesus everything is said. That is why "no one had the courage to question him", there was nothing more to add or to ask.

So when we feel lost, confused, don't know what to do, where to go, what to think, here is Jesus simplifying our lives and revealing to us the deepest secret, to love God, others and ourselves (and Pope Francis added, again in that speech on 5 October, "love creation").

An all-round love. To love with all one's heart and soul, not just a little (“Amarsi un po’”, said a song by Lucio Battisti), a total love that spreads his perfume in every place it passes. With the whole mind: giving reason to our faith, a faith without reason is superstition. Fernando Armellini says: "Whoever does not dedicate time to studying the word of God, whoever is not interested in theological themes, in ecclesial problems, whoever is not capable of giving the reasons for his faith certainly cannot say that he loves God with all his mind”.

With all one's strength: one's hands, one's work, that is, a faith that is transformed into concrete actions.

V.

One last curiosity: To the scribe Jesus said: "you are not far from the kingdom of God", why did he not tell him that it had already arrived? The scribe had already understood the message perfectly. What was still missing? Perhaps just the transition from theoretical to practical knowledge, to hands. Listening, loving, doing: this is the indissoluble trinomial of faith. Faith is born from listening, but faith without works of love is dead.

So here is the grammatical rule we have learned today: “To listen", voice of the verb "To love". Because every lack of love is a consequence of a lack of listening.


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