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🇮🇹 COME ULISSE 🇵🇹 COMO ULISSES


🇮🇹 COME ULISSE

(Video e testo in italiano)

Una riflessione per la XVIII Domenica del Tempo Comune A (6-8-2023) < Mt 17,1-9 (La Trasfigurazione)

I.

In questi giorni sto partecipando alle giornate mondiali della gioventù qui a Lisbona. Questa bellissima città è diventata questa settimana la capitale del mondo perché qui sono riuniti un milione di giovani del mondo intero. Sappiamo che questi giovani sono una piccola rappresentanza dei milioni di giovani cattolici del mondo, ci sono diocesi, soprattutto delle zone più povere del pianeta, che hanno inviato solo alcuni giovani in rappresentanza dei migliaia che non hanno potuto venire. Ciò che impressiona è vedere la gioia, la simpatia, la bellezza di questi giovani che pregano, danzano, cantano, e riempiono ogni luogo con la loro chiassosa presenza, gridando a più riprese: “noi siamo la gioventù del Papa”.

E il Papa in questi primi incontri si è mostrato ringiovanito e ha rivolto loro stupende parole: ai giovani universitari riuniti nell’Università Cattolica del Portogallo ha detto di non temere per il dolore dei nostri tempi, perché non si tratta di un’agonia ma di un parto, dove qualcosa di nuovo sta per nascere, e di trasformare le paure in sogni.

Nella cerimonia di benvenuto ha detto ai giovani che nella Chiesa c’è posto per tutti, anche per chi si sente perduto o disgraziato: ciascuno è accolto per quello che è e non per quello che gli altri vogliono che sia.

II.

Che cosa sono venuti a vedere o ad ascoltare questi giovani nella giornata mondiale della gioventù? Una parola parola? Un Gesù Cristo nuovo? No. La parola e Gesù sono sempre gli stessi, gli stessi che ci sono nei loro paesi d’origine o nelle loro parrocchie. Ciò che è nuovo è la disposizione dei giovani e la volontà di immergersi con spirito rinnovato in Gesù e nella sua parola.

In questa domenica (del 6 agosto) ascoltiamo il Vangelo della trasfigurazione di Gesù. Qui non è Gesù che si mostra diverso da quello che solitamente è. Non è tanto Gesù che si trasfigura, ma i discepoli che hanno trasfigurato i loro occhi e i loro orecchi per vedere e ascoltare con spirito rinnovato. E così riescono a vedere veramente Gesù per quello che è. Gesù Cristo è sempre lo stesso, ieri, oggi e sempre: quelli che cambiano siamo noi.

III.

Ciascuno di noi ha avuto nella sua vita una piccola trasfigurazione, cioè un momento, seppur breve, in cui ha sentito la presenza di Dio, in cui ha sentito il suo profumo. È quell’esperienza personale di Gesù che ci spinge a tenere ferma la nostra fede, anche in mezzo alle difficoltà, alle tentazioni, ai peccati, ai dubbi.

Il Vangelo della trasfigurazione termina così: “Alzando gli occhi non videro nessuno, se non Gesù solo”. Dopo aver fatto l’esperienza di Gesù, non vediamo più nient’altro se non Lui solo. Ogni altra parola ci sembra vuota. Leggendo tante riflessioni fatte da filosofi o dai guru telematici dei nostri giorni, il più delle volte sono solo balbettìi ripetitivi, non aggiungono niente di nuovo, e sembra che scoprano l’acqua calda.

IV.

Per concludere.

La leggenda attribuisce la fondazione di questa città ad Ulisse quando attraversò intrepido le colonne d’Ercole verso il mondo allora sconosciuto. Lungo i secoli da questo Porto salparono navi per ogni lato del mondo.

L’oceano atlantico non è un oceano che separa i continenti ma che li unisce, come in questi giorni ha unito giovani di tutto il mondo. E da questo porto ripartiranno i giovani per tornare nei loro paesi e nelle loro case diversi da come erano partiti, perché come i discepoli sul monte Tabor, hanno fatto esperienza insieme ai loro coetanei, della bellezza di Gesù che li ha trasfigurati: “Alzando gli occhi non videro nessuno, se non Gesù solo”. Tutto il resto è in più.

E come Ulisse che non ebbe paura di andare verso il mondo allora sconosciuto, anche noi non abbiamo paura di andare verso la novità e fare esperienze nuove, per vivere ogni istante delle nostra vita da trasfigurati.



🇵🇹 COMO ULISSES

(Vídeo e texto em 🇵🇹 português)

Reflexão para o 18º Domingo do Tempo Comum A (6-8-2023) < Mt 17,1-9 (A Transfiguração)

I.

Nestes dias estou a participar na Jornada Mundial da Juventude aqui em Lisboa. Esta bela cidade tornou-se a capital do mundo durante esta semana, porque um milhão de jovens de todo o mundo estão aqui reunidos. Sabemos que estes jovens são uma pequena representação dos milhões de jovens católicos do mundo; há dioceses, sobretudo das zonas mais pobres do planeta, que enviaram apenas alguns jovens para representar os milhares que não puderam vir. O que impressiona é ver a alegria, a simpatia, a beleza destes jovens que rezam, dançam, cantam e enchem todos os lugares com a sua presença ruidosa, gritando repetidamente: "somos a juventude do Papa".

E o Papa nestes primeiros encontros mostrou-se rejuvenescido e dirigiu-lhes palavras maravilhosas: aos jovens universitários reunidos na Universidade Católica Portuguesa disse-lhes para não temerem a dor do nosso tempo, porque não é uma agonia mas um parto, onde algo de novo está para nascer, e para transformarem os medos em sonhos.

Na cerimónia de boas-vindas, disse aos jovens que na Igreja há lugar para todos, mesmo para aqueles que se sentem perdidos ou infelizes: todos são acolhidos por aquilo que são e não por aquilo que os outros querem que eles sejam.

II.

O que é que estes jovens vieram ver ou ouvir na Jornada Mundial da Juventude? Uma palavra nova? Um novo Jesus Cristo? Não. A Palavra e Jesus continuam a ser os mesmos, os mesmos que encontram nos seus países de origem ou nas suas paróquias. O que é novo é a disposição dos jovens e a sua vontade de mergulhar em Jesus e na sua palavra com um espírito renovado.

Neste domingo (6 de agosto), ouvimos o Evangelho da transfiguração de Jesus. Aqui não é Jesus que se mostra diferente do que é habitualmente. Não é tanto Jesus que se transfigura, mas os discípulos que transfiguraram os seus olhos e ouvidos para ver e ouvir com um espírito novo. Assim, são capazes de ver verdadeiramente Jesus como ele é. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e sempre: quem muda somos nós.

III.

Cada um de nós teve uma pequena transfiguração na sua vida, isto é, um momento, ainda que breve, em que sentiu a presença de Deus, em que sentiu o seu perfume. É essa experiência pessoal de Jesus que nos impele a mantermo-nos firmes na nossa fé, mesmo no meio das dificuldades, das tentações, dos pecados, das dúvidas.

O Evangelho da transfiguração termina assim: "Levantaram os olhos e não viram mais ninguém, só Jesus". Depois de termos feito a experiência de Jesus, já não vemos senão Ele. Todas as outras palavras parecem-nos vazias. Lendo tantas reflexões de filósofos ou de gurus telemáticos dos nossos dias, a maior parte das vezes não passam de balbuciar repetitivo, não acrescentam nada de novo e parecem descobrir água quente.

IV.

Para concluir.

A lenda atribui a fundação desta cidade de Lisboa a Ulisses, quando este atravessou intrepidamente os Pilares de Hércules em direção ao mundo então desconhecido. Ao longo dos séculos, os navios partiram deste porto para todos os cantos do mundo.

O Oceano Atlântico não é um oceano que separa os continentes, mas que os une, como uniu os jovens de todo o mundo nestes dias. E deste porto os jovens partirão para regressar aos seus países e às suas casas diferentes de como partiram, porque, tal como os discípulos no Monte Tabor, experimentaram, juntamente com os seus pares, a beleza de Jesus que os transfigurou: "Levantando os olhos, não viram mais ninguém senão Jesus". Tudo o resto é extra.

E tal como Ulisses, que não teve medo de partir para o mundo então desconhecido, também nós não temos medo de partir para a novidade e experimentar coisas novas, de viver cada momento da nossa vida transfigurados.


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