🇮🇹 IL FUOCO DI PROMETEO 🇵🇹 FOGO DO PROMETHEUS


🇮🇹 IL FUOCO DI PROMETEO

(testo e video in 🇮🇹 italiano)

Una riflessione per la XX Domenica del Tempo Comune C (14-8-2022)

> Lc 12,49-53 (Fuoco sulla terra)

I.

Conoscete il mito di Prometeo, il titano della mitologia greca che aveva rubato il fuoco agli dei per donarlo agli uomini?

Egli si pone all’origine stessa del mito della creazione dell’uomo, in quanto venne incaricato da Zeus di forgiare l’uomo modellandolo dal fango e animandolo con il fuoco. Zeus in seguito punì Prometeo per averlo sfidato e per avergli rubato il fuoco donandolo all’umanità. Prometeo quindi divenne simbolo di ribellione contro le autorità e ogni forma di imposizione

C’è chi ha voluto vedere un paragone tra la figura di Prometeo, amico degli uomini, e quella di Gesù.

II.

Nel Vangelo di oggi infatti Gesù dice di essere venuto per portare il fuoco nel mondo. Lui non è stato certamente un tipo da divano o da pantofole, al contrario, ha sconquassato l’ordine prestabilito e si è rivoltato contro molti precetti della tradizione, non rispettando il giorno del sabato e i rituali tradizionali come per esempio quello delle abluzioni.

Anche i cristiani impararono presto dal loro maestro ad essere ribelli e a sfidare le autorità, non obbedendo a quello che imponevano loro i capi religiosi ebrei, come la proibizione di parlare in nome di Gesù, o i capi civili romani che volevano imporre loro di prestare culto agli imperatori considerati come divinità.

Quando arrivano i cristiani irrompe il fuoco, la novità, tutto viene stravolto. Come quando arrivarono a Roma e furono causa della caduta dei miti greco-romani, del politeismo e dello stesso impero.

III.

Coloro che vogliono rappresentare il cristianesimo in termini di sottomissione e silenzio, e raffigurano Gesù con tratti effeminati come se fosse un ingenuo, dovrebbero strappare dal Vangelo la pagina che abbiamo letto oggi.

“Pensate che io sia venuto a portare pace sulla terra? No, io vi dico, ma divisione. D’ora innanzi, se in una famiglia vi sono cinque persone, saranno divisi tre contro due e due contro tre”. I primi cristiani erano ebrei che si convertivano al cristianesimo e quindi rompevano con le tradizioni ebraiche e per questo venivano ripudiati e condannati da parte dei propri familiari. Lo stesso avveniva con i convertiti dalla religione romana alla nuova religione cristiana.

Ricordo che quando andai in Mozambico , la maggior parte dei giovani che a migliaia si avvicinavano alla nostra chiesa e al nostro Centro Giovanile non erano figli di cristiani, ma di seguaci della Religione Tradizionale Africana (RTA) e spesso entravano in contrasto con i loro familiari quando, come cristiani, non volevano più partecipare ai riti tradizionali e non volevano fare libagioni agli antenati. Questo causava conflitti dentro le famiglie e i giovani convertiti venivano osteggiati dai loro familiari, soprattutto dai più anziani. Quando in famiglia succedeva qualche disgrazia, come una malattia, un incidente, una morte, veniva addossata la colpa ai familiari cristiani perché rifiutandosi di prestare culto agli antenati, avevano scatenato la loro ira con quelle punizioni.

Lo stesso avviene oggi con quei musulmani che si convertono al cristianesimo: vengono osteggiati, castigati e addirittura uccisi dai propri familiari.

IV.

Ancora oggi in tante parti del mondo i cristiani sono combattuti, oppressi, uccisi: ci sono molti più martiri per la fede nel nostro tempo che al tempo delle prime persecuzioni.

Perché i cristiani danno fastidio, quello in cui credono contrasta con quello in cui crede il mondo. Per questo bisogna zittirli o eliminarli. Perché non si sottomettono a nessuno, non hanno paura della morte.

Da sempre il mondo invece di seguire Prometeo preferisce seguire Bacco e Venere (insieme al Tabacco). Essere cristiani vuol dire andare contro corrente, vuol dire essere ribelli, vuol dire essere liberi (come dicevo domenica scorsa: padroni di niente, schiavi di nessuno).

Noi cristiani siamo stati chiamati da Gesù per incendiare il mondo, per far innamorare del fuoco vivo che brucia di passione che è Gesù, gli uomini distratti di questo nostro tempo, e dobbiamo vigilare perché questo fuoco non si spenga mai.

Nel racconto mitologico greco-romano della creazione, quando gli dei distribuirono i doni agli esseri viventi si dimenticarono degli uomini. Allora Prometeo rimediò rubando uno scrigno dalla casa di Atena che conteneva l’intelligenza e la memoria e li donò alla specie umana. Probabilmente, aggiungo io, quando Prometeo distribuì questi doni, molti uomini erano in bagno. Prometeo distribuì anche il dono del fuoco, ma vedendo quanti uomini spenti ci sono al mondo, probabilmente la fila al bagno era infinita.

Certamente la storia di Prometeo è una fantasia, ma non quella di Gesù, che ha portato veramente il fuoco sulla terra attraverso lo Spirito Santo, che si manifestò proprio con lingue di fuoco.

Il Vangelo di oggi ci ricorda quindi la vocazione e la missione di noi cristiani: quella di essere degli incendiari, in un mondo popolato da pompieri.


Per accedere al video vai sul mio canale Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCrxt2muCP5J2rM84vpMITaA


🇵🇹 FOGO DO PROMETHEUS

(texto e vídeo em 🇵🇹 português)

Uma reflexão para o 20º Domingo do Tempo Comum C (14-8-2022)

> Lc 12:49-53 (Fogo na terra)

I.

Conheceis o mito de Prometheus, o titã da mitologia grega que roubou o fogo aos deuses para o dar aos homens?

Ele está na própria origem do mito da criação do homem, pois foi encarregado por Zeus de forjar o homem moldando-o a partir da lama e animando-o com fogo. Zeus castigou mais tarde Prometheus por o ter desafiado e roubado o fogo, dando-o à humanidade. Prometheus tornou-se então um símbolo de rebelião contra a autoridade e todas as formas de imposição.

Alguns viram uma comparação entre a figura de Prometheus, o amigo dos homens, e a de Jesus.

II.

No Evangelho de hoje, Jesus diz que veio para trazer o fogo ao mundo. Jesus não era certamente um tipo de sofá ou de chinelo, pelo contrário, perturbou a ordem estabelecida e voltou-se contra muitos preceitos tradicionais, ignorando por exemplo o dia de sábado e rituais tradicionais, tais como abluções.

Os cristãos também aprenderam rapidamente do seu Mestre a ser rebeldes e a desafiar as autoridades, não obedecendo ao que os líderes religiosos judeus lhes impunham, como a proibição de falar em nome de Jesus, ou os líderes civis romanos que queriam forçá-los a adorar imperadores que eram considerados deuses.

Quando os cristãos chegam, o fogo irrompe, chega a novidade, tudo é virado de cabeça para baixo. Como quando chegaram a Roma e causaram a queda dos mitos grego-romanos, o politeísmo e o próprio império.

III.

Aqueles que querem retratar o cristianismo em termos de submissão e silêncio, e retratar Jesus com características efeminadas como se ele fosse ingénuo, deveriam rasgar do Evangelho a página que lemos hoje.

"Pensa que vim para trazer paz à terra? Não, digo-vos eu, mas divisão. De agora em diante, se houver cinco pessoas numa família, serão divididas três contra duas e duas contra três". Os primeiros cristãos eram judeus que se converteram ao cristianismo e assim romperam com as tradições judaicas e por isso foram repudiados e condenados pelas suas famílias. O mesmo aconteceu com os convertidos da religião romana para a nova religião cristã.

Lembro-me que quando fui a Moçambique, a maioria dos jovens que aos milhares se aproximaram da nossa igreja e do nosso Centro Juvenil não eram filhos de cristãos, mas de seguidores da Religião Tradicional Africana (RTA), e muitas vezes entraram em conflito com as suas famílias quando, como cristãos, já não queriam participar em rituais tradicionais e não queriam fazer libações aos seus antepassados. Isto causou conflitos no seio das famílias e os jovens convertidos foram opostos pelos seus familiares, especialmente os mais velhos. Quando algum infortúnio acontecia na família, como uma doença, um acidente, ou uma morte, os membros cristãos da família foram culpados porque ao recusarem-se a adorar os antepassados, tinham libertado a sua ira com esses castigos.

O mesmo acontece hoje com os muçulmanos que se convertem ao cristianismo: são combatidos, castigados e até mortos pelos seus próprios familiares.

IV.

Ainda hoje, em muitas partes do mundo, os cristãos continuam a ser combatidos, oprimidos, mortos: há muito mais mártires pela fé no nosso tempo do que no tempo das primeiras perseguições.

Porque os cristãos incomodam, aquilo em que acreditam contrasta com o que o mundo acredita. É por isso que devem ser silenciados ou eliminados. Eles não se submetem a ninguém, não têm medo da morte.

O mundo sempre preferiu seguir Baco e Vénus (juntamente com Tabaco) em vez de seguir Prometheus. Ser cristãos significa ir contra a corrente, significa ser rebelde, significa ser livre (como eu disse no domingo passado: donos de nada, escravos de ninguém).

Nós cristãos fomos chamados por Jesus para incendiar o mundo, para fazer os homens distraídos do nosso tempo apaixonarem-se pelo fogo vivo que arde com paixão que é Jesus, e temos de estar vigilantes para que este fogo nunca se extinga.

No conto mitológico greco-romano da criação, quando os deuses distribuíram presentes aos seres vivos, esqueceram-se dos seres humanos. Então Prometheus resolveu este problema roubando uma arca da casa de Atena que continha a inteligência e a memória e as deu à espécie humana. Provavelmente, eu acrescentaria, quando Prometheus distribuiu estes presentes, muitos homens estavam na casa de banho. Prometheus distribuiu também o dom do fogo, mas vendo quantos homens apagados há no mundo, provavelmente a fila na casa de banho era interminável.

Certamente a história de Prometheus é uma fantasia, mas não a de Jesus, que verdadeiramente trouxe o fogo à terra através do Espírito Santo, que se manifestou precisamente com línguas de fogo.

O Evangelho de hoje lembra-nos portanto a vocação e missão de nós cristãos: a de sermos incendiários, num mundo povoado por bombeiros.


Para ver o vídeo vai no meu Canal Youtube:

https://www.youtube.com/channel/UCrxt2muCP5J2rM84vpMITaA


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