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🇮🇹 MARIA LIBERATA 🇵🇹 MARIA LIBERTADA 🇬🇧  MARIA LIBERATED




🇮🇹 MARIA LIBERATA

(Video e testo in 🇮🇹 italiano)

Una riflessione per la Solennità di Maria Immacolata (8-12-2023)

<   Lc 1,26-38 (L'annunciazione a Maria)

I.

Chi si fida di più degli altri, gli uomini o le donne?

Un articolo che ho letto recentemente diceva che gli estetisti/e  e i parrucchieri/e concordano tutti nel ritenere che i clienti migliori sono gli uomini, perché più accomodanti , si fidano e affidano di più, accettano consigli e danno maggiore soddisfazione.  “Le signore sono più critiche, attente, pretendono di più. Insomma, è chiaro tra le righe -dice l'articolo- che tutti le considerano  un po’ ‘rompi’ ”.

La tendenza, o meglio la paura eccessiva a fidarsi degli altri ha un nome specifico: Pisantrofobia o pistantrofobia (pistis = fiducia e fobia = paura).

Le cause di questa fobia sono molteplici, legate a esperienze negative del passato o a tratti caratteriali (timidezza, introversione...). A volte è conseguenza anche del non fidarsi di sé stessi e quindi ci si sente più vulnerabili e più esposti agli attacchi degli altri. I diffidenti spesso pensano: “questa persona mi tradirà”, “vuole la mia amicizia per un secondo fine”, “i suoi complimenti non sono sinceri, sicuramente vuole qualcosa” e il loro motto preferito è "Fidarsi è bene, non fidarsi è meglio". E così si chiudono in se stessi e vivono una vita infelice.

Sapersi fidare invece migliora la vita: aumenta la felicità e la sicurezza in sé, e quindi riduce lo stress.

Come detto prima, sembra che siano più le donne affette da questa fobia.

II.

Confrontando le varie chiamate nel Vangelo, si nota una differenza tra la risposta  di Maria che abbiamo sentito ora nel vangelo dell'annunciazione,  e quella di Giuseppe e degli apostoli. Mi ha sempre stupito la reazione di Maria che davanti alla chiamata che il Signore gli fa attraverso l'angelo, controbatte: come avverrà questo? Giuseppe invece quando riceve in sogno la chiamata del Signore, fa tutto quello che l'angelo gli chiede senza proferire nessuna parola.  Anche gli apostoli alla chiamata del Signore “subito lasciate le reti" o "il banco delle imposte" o qualsiasi atra cosa, e seguono immediatamente Gesù, senza questionare.

In varie occasioni Maria "sta addosso" a Gesù quando per esempio a Gerusalemme lo ritrova dopo tre giorni e lo rimprovera: "perché ci hai fatto questo? Abbiamo passato le pene dell'inferno…”, oppure a Cana  incalza Gesù: "non hanno più vino" e cioè "fa' qualcosa!".  Altre donne nel Vangelo affrontano di petto Gesù, come la Cananea che gli dà una lezione sul diritto di tutti di partecipare al banchetto del Regno, o la Samaritana al pozzo che dialoga e controbatte liberamente con Lui. Anche nell'Antico Testamento abbiamo diverse figure di donne straordinarie che sono intraprendenti nel loro rapporto con Dio.

III.

L'atteggiamento di Maria e di tutte queste donne bibliche, però non è dettato dalla pisantrofobia (paura di fidarsi degli altri), ma dalla coscientizzazione. Se gli uomini sono più disponibili a fidarsi non penso che sia per virtù, ma  per pigrizia, per non volere avere troppe cose nella testa.

Le donne sono più caparbie perché più libere: altro che emancipazione della donna, è l'uomo che deve emanciparsi. Le donne sono più "rompi" perché più libere, e questo  fa paura a tanti uomini, soprattutto a quelli che le vorrebbero invece come un oggetto di loro proprietà. (Pensiamo ad Eva, la prima di tutte le donne, non ha obbedito a Dio figuriamoci se obbedisce al marito :-)  ).

Maria, di fronte alla proposta di Dio, vuole capire bene, prendere coscienza, partecipare. Una famosa canzone di Giorgio Gaber diceva "Libertà è partecipazione" e cioè decidere del proprio futuro e non essere semplici esecutori di un comando ricevuto.

Maria "tratta" liberamente con Dio riguardo al proprio futuro, interroga e s'interroga, perché è una donna libera, soprattutto libera dal peccato: lei è la senza peccato, la senza macchia-macula,  l'Immacolata.  La vera libertà è la libertà dal peccato.

Anche noi che siamo peccatori possiamo diventare liberi, intraprendendo una lotta di liberazione dal  peccato. Diceva il Papa San Leone Magno: "la fine del peccato diventa inizio della nuova santità" e quindi inizio della nuova libertà. Il nostro esempio è Maria Immacolata e in quanto immacolata è Maria liberata.

IV.

In conclusione.

Hemingway disse che: Il modo migliore per scoprire se puoi fidarti di qualcuno è dandogli la tua fiducia. Infatti come possiamo sapere se qualcuno merita la nostra fiducia se non gliela diamo?

E se questi poi ci tradirà? Il problema è suo, non nostro. Se non si rivela capace di essere all'altezza di un rapporto interpersonale serio, allora sta tradendo sé stesso. Chi ci rimette di più è lui, non noi che ci siamo fidati, perché fidarsi è bene, ma non fidarsi è peggio.


  • Immagine di sottofondo: L’annunciazione di Arcabas.

  • Musica di sottofondo:  Gounod: Ave Maria - Piano accompaniment






🇵🇹 MARIA LIBERTADA

(Vídeo e texto em 🇵🇹 português)

Uma reflexão para a solenidade de Maria Imaculada (8-12-2023)

< Lc 1,26-38 (A anunciação a Maria)

I.

Quem confia mais nos outros, os homens ou as mulheres?

Um artigo que li recentemente dizia que esteticistas e cabeleireiros concordam que os melhores clientes são os homens, porque são mais complacentes,  confiam mais, aceitam conselhos e dão mais satisfação.  “As mulheres  são mais críticas, meticulosas, exigem mais. Em suma, fica claro nas entrelinhas -diz o artigo- que toda a gente as consideram um pouco ‘enchesaco’ “.

A tendência, ou melhor, o medo excessivo de  confiar nos outros tem um nome específico: pisantrofobia ou pistantrofobia (pistis = confiança e fobia = medo).

As causas desta fobia são múltiplas, ligadas a experiências passadas negativas ou a traços de carácter (timidez, introversão...). Por vezes, é também uma consequência da falta de confiança em si próprio e, por conseguinte, do facto de se sentir mais vulnerável e mais exposto aos ataques dos outros. As pessoas desconfiadas pensam frequentemente: "esta pessoa vai trair-me", "quer a minha amizade por um motivo oculto", "os seus elogios não são sinceros, quer certamente alguma coisa" e o lema preferido delas  é "confiar é bom, não confiar é melhor". E assim fecham-se em si próprios e vivem uma vida infeliz.

Saber confiar, por outro lado, melhora a vida: aumenta a felicidade e a auto-confiança, reduzindo assim o stress.

Como já foi referido, parece que as mulheres são mais afectadas por esta fobia.

II.

Comparando os vários chamamentos do Evangelho, nota-se uma diferença entre a resposta de Maria, que ouvimos agora no Evangelho da anunciação, e a de José e dos apóstolos. Sempre me espantou a reação de Maria quando confrontada com o chamamento que o Senhor lhe faz através do anjo, ela responde: “como é que isso vai acontecer?”. José, por outro lado, quando recebe o chamamento do Senhor em sonho, faz tudo o que o anjo lhe pede sem pronunciar uma palavra.  Também os apóstolos, ao chamamento do Senhor, "deixam imediatamente as redes" ou "a cabina dos impostos”, ou o que quer que seja, e seguem imediatamente Jesus, sem questionarem.

Em várias ocasiões, Maria "fica por cima" de Jesus quando, por exemplo, em Jerusalém, o reencontra ao fim de três dias e o repreende: "Porque nos fizeste isto? Nós passámos pelas dores do inferno...", ou em Caná, ela insiste com Jesus: "eles não têm mais vinho" e isto é "faz alguma coisa!".  Outras mulheres do Evangelho confrontam Jesus de frente, como a mulher cananeia que lhe dá lições sobre o direito de todos participarem no banquete do Reino, ou a mulher samaritana junto ao poço que dialoga e discute livremente com Ele. Mesmo no Antigo Testamento, temos várias figuras de mulheres extraordinárias, que são engenhosas na sua relação com Deus.

III.

A atitude de Maria e de todas estas mulheres bíblicas, no entanto, não é ditada pela pisantrofobia (medo de confiar nos outros), mas pela consciêncialização. Se os homens estão mais dispostos a confiar, não creio que seja por virtude, mas por preguiça, por não quererem ter demasiadas coisas em que pensar.

As mulheres são mais teimosas porque são mais livres: lá se vai a emancipação da mulher, é o homem que se deve emancipar. As mulheres são mais “enchesaco” porque são mais livres, e isso assusta muitos homens, especialmente aqueles que gostariam que elas fossem sua propriedade. (Pensemos em Eva, a primeira de todas as mulheres, que não obedeceu a Deus e e então imagina se vai obedecer ao marido).

Maria, perante a proposta de Deus, quer compreender bem, tomar consciência, participar. Uma célebre canção de Giorgio Gaber dizia: "A liberdade é participação", isto é, decidir o próprio futuro e não ser meros executores de uma ordem recebida.

Maria "negoceia" livremente com Deus o seu próprio futuro, interroga e questiona-se, porque é uma mulher livre, sobretudo livre do pecado: ela é a sem pecado, a sem mácula, a Imaculada.  A verdadeira liberdade é a liberdade do pecado.

Mesmo nós, que somos pecadores, podemos tornar-nos livres, empreendendo uma luta para nos libertarmos do pecado. O Papa São Leão Magno dizia: "o fim do pecado torna-se o início de uma nova santidade" e, portanto, o início de uma nova liberdade. O nosso exemplo é Maria Imaculada, e como imaculada é Maria libertada.

IV.

Para concluir.

Hemingway disse: “A melhor maneira de saber se podemos confiar em alguém é dando-lhe a nossa confiança”. De facto como é que podemos saber se alguém merece a nossa confiança se não lha dermos?

E se depois ele nos trai? O problema é dele, não nosso. Se ele não se mostrar capaz de viver à altura de uma relação interpessoal séria, então está a trair-se a si próprio. Quem mais perde é ele, não nós que confiámos, porque confiar é bom, mas não confiar é pior.


- Imagem de fundo: A anunciação de Arcabas.

- Música de fundo: Gounod: Ave Maria - Acompanhamento de piano



🇬🇧  MARIA LIBERATED. (Un Revised Translation)

(Video and text in 🇬🇧 English)

A reflection for the Solemnity of Mary Immaculate (8-12-2023)

< Lk 1:26-38 (The annunciation to Mary)

I.

Who trusts others more, men or women?

An article I read recently said that beauticians and hairdressers all agree that the best customers are men, because they are more accommodating, trust and rely more, take advice and give more satisfaction.  <<Men are more critical, careful, they demand more. In short, it is clear between the lines,' says the article, 'that everyone considers them to be a bit of a 'pain in the ass'.

The tendency, or rather the excessive fear of not trusting others has a specific name: Pisantrophobia or pistantrophobia (pistis = trust and phobia = fear).

The causes of this phobia are many, linked to negative past experiences or character traits (shyness, introversion...). Sometimes it is also a consequence of not trusting oneself and therefore feeling more vulnerable and more exposed to attacks from others. Distrustful people often think: 'this person will betray me', 'he wants my friendship for an ulterior motive', 'his compliments are not sincere, he surely wants something' and their favourite motto is 'Trusting is good, not trusting is better'. And so they close in on themselves and live an unhappy life.

Knowing how to trust, on the other hand, improves life: it increases happiness and self-confidence, and thus reduces stress.

As mentioned before, it seems that more women are affected by this phobia.

II.

Comparing the various callings in the gospel, one notices a difference between Mary's response that we have now heard in the gospel of the annunciation, and that of Joseph and the apostles. I have always been amazed by Mary's reaction when confronted with the call that the Lord makes to her through the angel, she replies: how will this happen? Joseph, on the other hand, when he receives the Lord's call in a dream, does everything the angel asks of him without uttering a word.  Also the apostles at the call of the Lord "immediately leave the nets" or "the tax booth" or whatever, and immediately follow Jesus, without question.

On several occasions Mary 'stands over' Jesus when for example in Jerusalem she finds him again after three days and rebukes him: 'why did you do this to us? We have been through the pains of hell...", or at Cana she urges Jesus: "they have no more wine" and that is "do something!".  Other women in the Gospel confront Jesus head-on, such as the Canaanite woman who lectures Him on the right of all to participate in the banquet of the Kingdom, or the Samaritan woman at the well who freely dialogues and argues with Him. Even in the Old Testament we have several figures of extraordinary women who are resourceful in their relationship with God.

III.

The attitude of Mary and all these biblical women, however, is not dictated by pysantrophobia (fear of trusting others), but by conscientiousness. If men are more willing to trust, I don't think it is out of virtue, but out of laziness, out of not wanting to have too many things on their mind.

Women are more stubborn because they are freer: so much for the emancipation of women, it is the man who must emancipate himself. Women are more 'broken' because they are freer, and this frightens many men, especially those who would like them to be their property. (Think of Eve, the first of all women, she did not obey God let alone obey her husband :-)  ).

Mary, faced with God's proposal, wants to understand well, to become aware, to participate. A famous song by Giorgio Gaber said "Freedom is participation" and that is to decide one's own future and not to be mere executors of a received command.

Mary freely "negotiates" with God about her own future, she questions and questions herself, because she is a free woman, above all free from sin: she is the sinless, the spotless-macula, the Immaculate.  True freedom is freedom from sin.

Even we who are sinners can become free by undertaking a struggle for liberation from sin. Pope St Leo the Great said: 'the end of sin becomes the beginning of new holiness' and thus the beginning of new freedom. Our example is Mary Immaculate, and as immaculate is Mary liberated.

IV.

In conclusion.

Hemingway said: The best way to find out if you can trust someone is by giving them your trust. For how can we know if someone deserves our trust if we do not give it to him?

What if he then betrays us? The problem is his, not ours. If he does not prove capable of living up to a serious interpersonal relationship, then he is betraying himself. The one who loses the most is him, not us who trusted, because trusting is good, but not trusting is worse.


- Background image: The annunciation by Arcabas.

- Background music: Gounod: Ave Maria - Piano accompaniment

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